I O A N N E S P A U L U S E P I S C O P U S
SERVUS SERVORUM DEI
Ao diletíssimo filho Apolônio Médici Materazzi até então Vigário Geral para a Diocese de Roma, nomeado Arcebispo da Arquidiocese Militar do Brasil, e a todo o povo de Deus presente em orbe habbiano a quem chegarem estas letras apostólicas, saúdo-vos desejando a paz e o bem.
Observamos nas sagradas escrituras a verdadeira figura do Bom Pastor exercida fidedignamente por Nosso Senhor Jesus Cristo a todo momento: tanto em sua passagem terrena, quanto em sua ascensão ao Reino dos Céus. Ele desempenha da maneira mais sublime e perfeita o pastoreio de suas ovelhas para que todas elas alcancem a santidade e a vida eterna com o Pai. A voz do Pastor é inconfundível, uma vez que as ovelhas e todo o rebanho reconhecem mesmo de uma longa distância a idiossincrasia de seu líder, se mantém firme e em unidade e, por causa da voz do pastor, haverá um só rebanho e um só pastor. (Cfr. Jo 10, 14-16)
Nosso Senhor Jesus Cristo cumpriu com excelência a missão a que o Pai o designou, não fraquejou em nenhum momento de sua caminhada conosco, pelo contrário, a cada dia se tornava mais convicto de seu divino propósito. Os Evangelhos descrevem o pastoreio que Nosso Senhor realizava: um pastoreio verdadeiramente divino e categórico, de tamanha autoridade e amor que retornava as almas perdidas à comunhão com o Pai, por meio da pregação da verdade, sem omitir, estendendo a salvação a estas almas por sua divina misericórdia.
Este mesmo Senhor, que foi crucificado e depois divinamente e sublimemente ressuscitado ao terceiro dia de sua morte, ascendeu à sua majestade divina, sentado à direita de Deus Pai, nos garantindo a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja em Pentecostes, quando todos os seus membros foram ornados dos dons Paráclito para darem testemunho da palavra de Deus e de Cristo ressuscitado, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.
Os apóstolos, já revestidos dos dotes espirituais, agora saem em suas missões evangélicas e anunciadoras do Reino de Deus, edificando as primeiras comunidades cristãs e assumindo os ofícios legitimamente episcopais. “Do mesmo modo que o encargo confiado pelo Senhor singularmente a Pedro, o primeiro dos Apóstolos, e destinado a ser transmitido aos seus sucessores é um múnus permanente, assim também é permanente o múnus confiado aos Apóstolos de serem pastores da Igreja, múnus cuja perenidade a ordem sagrada dos bispos deve garantir». Por isso, a Igreja ensina que “em virtude da sua instituição divina, os bispos sucedem aos Apóstolos como pastores da Igreja, de modo que quem os ouve, ouve a Cristo e quem os despreza, despreza a Cristo e Aquele que enviou Cristo” (Cfr. CIC 862). Esta é, por conseguinte, a natureza do episcopado que até hoje prevalece na Santa Igreja Católica nas suas Igrejas Particulares com seus bispos e prelados.
Também “ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado” (Cfr. Ef. 4, 11-12), isto é, tudo o que se faz, se faz para a edificação da Igreja que é o próprio Corpo Místico de Cristo, em que cada membro realiza um importante e próprio ministério para a salvação das almas e para a evangelização das nações.
Em nosso apostolado habbiano, não há a sucessão apostólica que age na Santa Igreja da realidade; No entanto, a nossa missão enquanto clérigos virtuais também é a evangelização do povo de Deus que está presente nesta plataforma e que muitas vezes desconhecem a verdade revelada que é Nosso Senhor Jesus Cristo. Por inspiração do Espírito Santo, o nosso fundador, o Papa Gregório XVII, fundou o que hoje chamamos de Igreja Católica do Habbo Hotel e constituiu bispos para que exerçam o ofício de Pastor e apascentador do rebanho de nossas Igrejas particulares dentro do Habbo, tendo igualmente como alicerce firme o sublime pastoreio de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Querido Dom Apolônio Médici Materazzi, é visível a ação do Espírito Santo no seu belo trabalho em prol da Igreja Católica do Habbo, mostrando que vós entendestes a mensagem do Evangelho e deu continuidade à esta missão pastoral que nos foi incumbida. Tu és investido dos dotes e qualidades atribuídos ao Bom Pastor, que nunca afastará as suas ovelhas, mas sempre as guiará para o caminho da verdade e da salvação, ofício que tendes desenvolvido com exímia qualidade desde então na Diocese de Roma.
Desta cátedra a mim confiada, é mister que eu zele pelas necessidades da Igreja em todo mundo habbiano, minha missão também consiste nomear pastores para apascentar o povo de Deus de cada Igreja Particular. Por este motivo, volto meu olhar a Arquidiocese Militar do Brasil que se encontra em sé vacante, dada a renúncia do antigo pastor desta circunscrição eclesiástica, Dom Olavo Arns Cardeal Scherer. Esta Sé de Roma com o parecer da Congregação para os Bispos, na pessoa de seu prefeito, Dom Raul Gabriel Cardeal Steiner, olha para ti, caríssimo filho, como idôneo para assumir o pastoreio desta Arquidiocese, sendo nítidas as respectivas competências de um epíscopo exigidas para assumir o múnus arquiepiscopal.
Deste modo, no uso da autoridade petrina confiada a mim a 19 de Maio do ano do Senhor de 2020 pelas mãos dos irmãos cardeais e na observância do que rege o Código de Direito Canônico promulgado pelo nosso antecessor, o Papa Bento IV, DECRETO a tua nomeação de Arcebispo Militar do Brasil, atribuindo-te todos os atributos e direitos destinados a este ofício eclesiástico, para que tomes posse na catedral que a ti foi confiada, e recebas das mãos do Núncio Apostólico o pálio pastoral, por mim abençoado. Desta, serão lavradas três atas para arquivamento nos documentos vaticanos, na cúria da Arquidiocese e na Nunciatura Apostólica, validando assim todas as documentações requisitadas para a efetivação de vossa nomeação.
Amado filho, que tu possas perseverar em teu ofício enquanto Arcebispo Militar do Brasil, confiando sempre na Divina Providência de Deus “que guarda e governa, pela sua providência, tudo quanto criou, atingindo com força, de um extremo ao outro, e dispondo tudo suavemente” (Sb 8, 1). Em teu pastoreio, buscai primeiro as honrarias do reino de Deus, para que assim leveis o teu rebanho em direção à vida eterna. Tu agora és o pastor desta gente, tornando-se um fundamental instrumento do Senhor para a edificação do seu Reino. Sede forte, dileto filho, pois serão diversos os obstáculos que porventura entrarão em seu redil, mas lembre-se que o teu alicerce é Cristo e quem crê em seu nome, tem a vitória.
Por fim, despeço-me de ti e de todos os que leram esta, rogando sobre cada um de vós a poderosa benção de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Que Ele possa abençoar incessantemente o pastoreio de nosso irmão na Arquidiocese que agora lhe é confiada.
Dado e passado em Roma, junto a São Pedro, no dia 20 de agosto do ano da graça do Senhor de 2020, na memória litúrgica de São Bernardo de Claraval, primeiro de nosso pontificado.
IOANNES PAULUS PP. VII
Pontifex Maximus
Pontifex Maximus
PREFEITURA DA CASA PONTIFÍCIA
Escrito por D. Apolônio Materazzi d'Médici
Revisto por D. Tomás von Klapperschlange cardeal Araújo
Revisto por D. Tomás von Klapperschlange cardeal Araújo

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