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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Decreto de Excomunhão

  

 

I O A N N E S  P A V L V S  E P I S C O P V S 
SERVVS SERVORVM DEI

A todos aqueles que leem este DECRETO, paz e bênção por parte de nosso Senhor.

"Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas exa­minai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo. Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo se encarnou é de Deus; todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo. Vós, filhinhos, sois de Deus, e os vences­tes, porque o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo. Eles são do mundo. É por isso que falam segundo o mundo, e o mundo os ouve. Nós, porém, somos de Deus. Quem co­nhece a Deus ouve-nos; quem não é de Deus, não nos ouve. É nisso que conhecemos o Espírito da Verdade e o espírito do erro." (I São João 4,1-6). Assim, impelidos pela Escritura Sagrada, a fim do aperfeiçoamento do povo de Deus, bem como para resguardá-lo, viemos por meio desse proclamar aquilo que diz o Senhor por meio de sua Igreja. Ele vem para julgar segundo a justiça (Cf. Sl. 74,3-4). 

Nesse ínterim, é importante que, como descrito na passagem, examinemos a cada um que se diz um apascentador de ovelhas, pois há aqueles que vêm como ovelhas, mas são lobos roubadores (Cf. S. Mateus, 7, 15-20). Infelizmente, "o que é terrivelmente grave é a crise da fé que se alastra no mundo inteiro" (A Igreja de Cristo, IX, V, Jacques Maritain), inclusive entre aqueles que foram chamados a trabalhar na messe do Senhor. Não obstante, o amor e zelo ao sacerdócio régio o qual a Igreja se faz inclusa (Cf. 1 Pdr. 2, 9-10) faz-nos escrever estas letras que visam proclamar o que é justo para que se conserve a Igreja pura, sem mácula (Cf. Ef. 5, 25-27).  

Assim, cabe-nos direcionar estas letras para que faça-se saber acerca da situação do senhor Pietro Premoli, outrora bispo da Santa Igreja. O referido senhor, egresso da cisma autodenominada "verdadeira Igreja" fora recebido como um filho separado que, arrependido de seu caminho, fora acolhido no seio da Santa Igreja. Como o Pai é misericordioso também devemos sê-lo e assim o fomos. Entretanto, tornou o epíscopo Diogo a se separar da Santa Igreja, unindo-se ao grupo cismático ICARH no Habblive Hotel, incorrendo na infidelidade.

Ora, a infidelidade é um ato da vontade, pois todo pecado é voluntário. Como expressado pelas escrituras, "porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato. Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos." (Romanos 1, 21-22). Assim, o homem pela sua vontade não glorificou a Deus e se entregou ao seu coração ardiloso (Cf. Jer. 17,9), repleto de engodos, dentre os quais a vaidade, inimiga da obediência. A impiedade se segue da vaidade e soberba, pois crê que em si possa fazer algo, vangloria-se em si mesma, mas se torna estulta, pois toda vã filosofia e pensamento não podem conter a Deus, já que "se Deus tivesse a intelecção mediante uma espécie que não fosse a sua essência, tê-la-ia por meio de uma coisa distinta da sua essência, o que é impossível" (Contra Gentiles, I, XLVI, 5, Santo Tomás de Aquino).

Assim, "a infidelidade, como pecado, nasce da soberba, que leva o homem a não querer submeter o seu intelecto às regras da fé e à sã inteligência dos Padres" (Summa Theologica, V, 3891, 1). Se caracteriza por uma negação da fé na verdade de Deus e da Igreja, se enrijecendo por conta da ignorância. Nisso incorreu o senhor Ângelo Brachi, indo contra a potestade divina, a verdade e primado da Igreja voltou a trilhar caminhos tortuosos em meio à atmosfera da infidelidade.
Somente a ciência, a fé em Deus e na verdade da Igreja poderia salvar o infiel. No entanto, pela sua infidelidade, uma negação à fé, ele não pode ser salvo, pois não crê e reconhece o senhorio de Cristo e o primado da Igreja.

Portanto, damos publicidade e DECRETAMOS a excomunhão ferendae sententiae do senhor Diogo Pinheiro, por haver incorrido em infidelidade para com o governo temporal da Igreja, aliando-se a falsos pastores, corrompedores e sórdidos, prontos a tosquiar as ovelhas. Viemos assegurar que o referido senhor está proibido de adentrar em templos católicos, bem como tomar parte de qualquer sacramento e manter contato com qualquer clérigo da Santa Igreja.

Rogamos a Deus, nosso Senhor, que possa trazer ao coração do referido senhor o discernimento em via de que possa  dispor "a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir" (CCIC, 1804), possa ser guiado pela prudência em seus caminhos a fim de que consiga enxergar a verdade e tornar à Santa Igreja.

Sem mais, rogamos a Deus que possa voltar-se com piedade e graça do Paráclito. Voltamos nossa súplica a Maria, Virgem Santíssima, para que possa defender-nos de todas as setas malignas, suprimindo toda a infidelidade e mal que venha ousar a infiltrar-se na Igreja, pura e imaculada. 

PUBLIQUE-SE, CUMPRA-SE, ARQUIVE-SE.
Dado em passado em Roma, aos sete dias do mês de agosto do Ano do Senhor de dois mil e vinte.

+ IOVANNES PAVLVS, Pp. VII
Pontifex Maximus

Eu o subscrevi,
+ Giuseppe M. Betori,
Prefeito do Tribunal para a Assinatura Apostólica

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