PAULO, BISPO
SERVO DOS SERVOS DE DEUS
VIGÁRIO DE CRISTO PRIMAZ DA ITÁLIA
ARCEBISPO METROPOLITANO DA PROVÍNCIA ROMANA
SOBERANO DO ESTADO DA CIDADE DO VATICANO
PATRIARCA DO OCIDENTE
Nós, que herdamos do Beato Apóstolo Pedro esta Sé Apostólica, somos convocados, por direito divino, dado pelo próprio Jesus, a voltar sempre nossos olhos à Igreja, em suas mais diversas funções e organismos. Bem sabemos que Ela, Mãe e Mestra da Verdade que é Cristo, é guiada pelo Espírito Santo mesmo diante das investidas de Satanás contra o Corpo Místico do Senhor.
Tal Espírito, que renova a face da Terra, dá sempre também novo vigor à sua Igreja, una, santa, católica e apostólica. Movido por este mesmo Espírito, nós, que governamos esta Sé Apostólica, temos o sagrado dever de bem zelar por aqueles que a compõem, regulando, conforme as normas do Direito, o clero em todas as suas esferas.
Ao longo dos anos que aqui permanecemos, “a Igreja caminha e se esforça para levar a palavra da redenção aos confins do Universo, cumprindo assim o mandato do Senhor (Mt 16,15)” (Lucas II, Carta Apostólica "Christum Regem et Sacerdos"). Diversos de nossos veneráveis antecessores recordaram que “toda a organização da Igreja no Habbo deve exalar e anunciar a Jesus Cristo, Nosso Senhor e sua Igreja, fazendo assim uma grandiosa catequese virtual, principalmente aos jovens participantes desta comunidade virtual”. (Bento III, Bonum Necessarium Visum Gressus Ecclesia) Desta forma, aqueles que se desviam deste anúncio primordial da Igreja devem ser corrigidos para que, penitentes por suas faltas e remidos de seus pecados, manifestem “unidade, respeito e fraternidade, para a maior gloria de Cristo e do seu Povo” (Bento III, Constituição Apostólica Conciliar Iudicium Ecclesia Pastoris).
Em nosso zelo apostólico, por diversas vezes visitamos e revisitamos fatos e momentos de nossa história virtual, tanto para melhor compreender como hoje se apresenta a Igreja, bem como para beber da fonte rica daqueles que nos antecederam na Cátedra do Apóstolo Pedro. Em nosso pontificado, por infindas vezes nos maravilhamos com o piedoso exemplo de muitos daqueles que nos precederam nesta Sé Apostólica e mesmo daqueles que, de forma silenciosa, prestaram serviço útil e honorífico ao Senhor por meio de sua Igreja.
Revisitando o passado, nomes heroicos e desconhecidos de parte do grande público descortinaram-se diante de nossos olhos. Cardeais, bispos, sacerdotes, estudiosos, religiosas, leigos e leigas que, por seu testemunho cristão, se doaram pela construção e consolidação de nossa Santa Mãe Igreja, que mesmo diante das marés contrárias, permanece como testemunha do amor de Deus a todo o povo, sobretudo aos jovens que, neste mundo virtual, acorrem ao Habbo Hotel com suas realidades, muitas vezes feridas por sinais de morte.
Com profundo pesar e desgosto, observamos também a presença de figuras que, traindo o compromisso feito diante de Nosso Senhor, trabalharam ao longo dos anos não para servir a Deus, mas a si mesmo e a Satanás, autor e princípio de todo o pecado, caindo desta forma no erro. “O erro, culminado em pecado, seja atentando a Deus diretamente, ou atentando a um filho de Deus, que não deixa de ser uma forma indireta de afrontar ao Pai, promove esta distância da alma límpida e nos faz menor permanentemente se não buscamos a reconstrução desta limpidez” (Paulo IV, Carta Encíclica Fraternae Communionis, 4).
Nesta esteira, observamos com particular atenção o caso de nosso irmão no episcopado, Odilo Pedro Scherer. Tal figura, conhecida por muitos do clero, esteve envolta em névoa de escândalos há muitos anos. Seus feitos foram registrados por muitos de nossos antecessores, muitos dos quais, mesmo sabendo de suas táticas sórdidas, nada fizeram para tentar frear tal situação. Muitos outros dos nossos predecessores, entretanto, investiram em desnudar tais atitudes diante de todo o orbe eclesial.
Nosso venerável antecessor, o papa Bento IV, já havia iniciado previamente um movimento para esclarecimento das atitudes deste clérigo. Na época, este venerável pontífice recordou que “escândalos de simonia, envolvendo compra de barretes, retorno de clérigos, bulas de nomeação episcopal, abuso de poder entre outros, possuem investigações que até então ficaram interminadas” (Bento IV, Declaratio Deus Immortale).
Em nosso pontificado, realizamos, nós e o Espírito Santo, pesquisas junto de uma comissão especializada, visando recolher informações concretas sobre acusações chegadas a esta Sé. O processo, transcorrido em sigilo pontifício, durou três meses completos, sendo composto por vasta pesquisa nos documentos do Arquivo Pontifício, de extratos da imprensa e de testemunho juramentado de testemunhas protegidas pelo mesmo sigilo.
O que descobrimos demonstrou que, por muitos anos, sobretudo a partir do ano de 2013, aquilo que de mais precioso temos, Jesus Cristo e sua mensagem, verdadeiras joias para o cristão, tem sido severamente maculadas pelas ações de Odilo Pedro Scherer. “Nestes momentos, o próprio Príncipe do Inferno estava se projetando sobre a Igreja, afim de nela adentrar e instaurar seu reino do caos. Entretanto, a promessa do Senhor de que as portas do mal não prevalecerão (Mt 16,18) é mais forte e até hoje nos sustenta” (Urbano III, Carta Encíclica Pastores Populum).
Observando tais atitudes que já no longínquo ano de 2015 manchavam a Igreja, o Papa Pio IV escreve: “Infelizmente, não pelo impulso apostólico, mas pela fraqueza humana, deixamo-nos abalar e infelizmente manchamos esta joia, fazendo-a diminuir seu brilho. Esta fraqueza deve ser combatida firmemente por todos os bispos, nas esferas humanas, pastorais, sexuais, sociais e antropológicas” (Pio IV, Encíclica Pastoris Gregis).
Fraquezas estas muitas vezes manifestadas pelo referido irmão de forma privada e, de forma ainda mais escandalosa, nos templos, diante de fiéis. Por repetidas vezes, o mencionado clérigo proferiu comentários até mesmo de cunho sexual diante de clérigos e fiéis reunidos em oração. O que pensaria então, Nosso Senhor, sendo tremendamente desrespeitado diante de tal situação? Ele que, “ao deparar-se com o vilipêndio e o desrespeito geral, o templo tendo sido tomado por vendilhões, inflamou-se Nosso Senhor pela Santa Ira, ao ver diante de seus olhos, a profanação da Casa de Seu Pai, assim, de forma semelhante o leigo escandaliza-se ao perceber que o local sagrado, a Igreja, real casa de oração, torna-se local de zombaria e conversas infrutíferas ao clero e ao povo de Deus” (Pio V, Exortação Apostólica Pós-Sinodal Templum Dei, 4).
Diversas testemunhas afirmaram ter visto o mencionado clérigo em conversas de cunho homossexual mesmo dentro das igrejas, tanto de forma pública, quanto de forma privada, por meio de sussurros. Entre as situações mais vexatórias entre as dispostas pelos nossos predecessores estão comentários feitos pelo referido senhor sobre o tamanho do órgão sexual do então cardeal Carlos Cardozo, hoje já exonerado de nossa Igreja, durante uma das sessões do Concílio Vaticano V. De acordo com testemunhos recolhidos, o ex-purpurado havia enviado fotos de conteúdo íntimo em um grupo de mensagens onde também encontrava-se Odilo. Há fortes indícios de que o mesmo integrasse o conhecido lobby gay, grupo homossexual que promovia a sodomia e atos libidinosos entre si por meio do Habbo Hotel e de outras plataformas digitais, desprezando a sacralidade do corpo, templo do Espírito Santo (1Cor 6, 19).
A situação que mais nos escandalizou, entretanto, foi seu vasto envolvimento com corrupção, muitas vezes chanceladas pelos nossos próprios antecessores. Entre os fatos mais escandalosos está a readmissão do então cardeal Giovanni Coppa ao Colégio Cardinalício. Segundo atestado pelo próprio, ele retornou à púrpura após pagar à Scherer o mobi Cristaleira Antiga, mobília na época avaliada em cerca de 170c. Tal mobília encontra-se até hoje no apartamento do favorecido, como testemunha silenciosa de tal ato que escandalizou a Igreja e, até a presente data, nos causa ojeriza.
Durante seu período como decano do Colégio de Cardeais, notou-se grande e rápido enriquecimento, além da indicação de cardeais com mais posses, em detrimento de outros bispos que, embora tivessem larga experiência pastoral e doutrinal, não eram indicados, pois não possuíam verbas para uma espécie de taxa cobrada pelo cardeal para não “barrar” a nomeação feita pelo Papa. Tal situação causa ainda mais escândalo, pois juridicamente, tal competência nunca foi dada ao Cardeal Decano, que não é o chefe do Colégio de Cardeais, mas aquele que “junto ao Santo Padre, anima e coopera com seus irmãos purpurados trabalhando com eles e por eles” (Bento IV, Motu Proprio Primus Inter Pares). O referido clérigo, entretanto, utilizava-se falsamente de sua posição para manipular os que seriam criados cardeais e supostamente exercer um veto até mesmo sobre as decisões pontifícias.
De acordo com estudos realizados ao longo deste processo, o período de maior operação deste esquema se deu entre o pontificado de Leão II e Bento III, quando a venda de barretes tornou-se recorrente. Os esquemas, porém, já aconteciam há bastante tempo, por meio da atuação da assim chamada “Cúria Negra”. Segundo entrevista do próprio Scherer, concedida em 2018 a uma emissora virtual, além dele, também compunham o grupo os cardeais Mckenna, Martins e Montanna.
O organismo manipulava a criação de cardeais e era responsável por organizar a derrubada de papas que não governassem de acordo com os desmandos deste grupo. Diversos pontífices da história foram impedidos de governar corretamente, sendo derrubados apenas por não se alinharem a política corrupta de poder instituída por este grupo, da qual Odilo comandou por muitos anos.
Além da venda de barretes para o Colégio Cardinalício, o mencionado clérigo, cada vez mais sedento por dinheiro e poder, conseguiu sua nomeação para a Prefeitura dos Bispos. O organismo, pertencente à Cúria Romana, é responsável pela indicação de novos nomes para o episcopado. Por isso mesmo, durante sua gestão, o referido purpurado se aproveitou de sua posição para vender, até mesmo de forma pública a indicação para o episcopado, transgredindo as normas afixadas por Bento III sobre a escolha dos epíscopos na Constituição Apostólica Episcoporum In Vita Ecclesiae.
“O bispo, aquele que segue os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo o bom pastor de suas ovelhas. O bom pastor, como diz Nosso Senhor, é aquele que da a vida pelas suas ovelhas, e completo que dar a vida pelas ovelhas é doar-se a si mesmo e doar cada gota de seu suor, cada minuto de trabalho, pelo bem do seu povo e da Santa Igreja Católica Apostólica Romana” (João Paulo V, Carta Encíclica Episcopale Munus). Como pode agir assim um bispo que comprou sua mitra porque foi inicialmente tentado a fornecer dinheiro por cargos? Ainda que este tenha pecado pela compra, maior pecado tem quem o incitou pela venda.
Suas tentativas de venda foram largamente registradas pelo clero ao longo dos anos. Recentemente uma das fotos, de domínio público, foi publicada nas redes sociais gerando escândalo para todo o povo de Deus. Nela o cardeal inicia reclamando que faltam pisos para concluir uma construção. Segundo sua fala: “Arurmem este spisos 1 Falta so uns 50 ! Andem! 20* O mosnenhoir que arruma rprimeiro vira bispo! Corre !” (o texto foi transcrito tal como está na imagem). Na mesma fotografia, nota-se a presença de pelo menos outros três clérigos presentes, um dos quais foi responsável por registrar a imagem.
Tal prova contundente exprime que, para o mencionado clérigo, sua posição na Igreja não era utilizada para servir ao Corpo Místico de Cristo, mas sim a si mesmo. Ademais, por meio de sua ordenação sacerdotal e demais trabalhos exercidos pela Igreja, “como clérigos não devemos apenas exprimir a majestade de Deus pelos sinais sacramentais, mas também pela vida” (João Paulo V, Exortação Pós-Sinodal Signum Christi, 6), atitude evidentemente desprezada por ele, que preferiu escandalizar o povo de Deus ao invés de confirma-los na fé.
Para manter suas atividades escusas, Odilo aliou-se a outros clérigos e passou a perverter o sagrado processo do Conclave. Inicialmente, o mesmo realizava reuniões com a Cúria Negra para definir como eles poderiam se beneficiar de cada candidato. Logo após, instava os padres cardeais a votarem em seu candidato. Após a subida ao Trono de Pedro, o agora pontífice, que muitas vezes sequer sabia da tramoia arquitetada para sua eleição, era confrontado por Scherer que se apresentava como o responsável pela sua eleição. Na conversa, ele exigia a submissão do pontífice aos seus desejos, cerceando, dessa forma, a “total liberdade para exercer o seu poder em todos os âmbitos, sejam estes em julgamentos, reuniões, comunicados” (Bento III, Constituição Apostólica Conciliar Pastoralis Episcoporum, 1).
Graças a essa interferência demoníaca, infelizmente podemos observar que muitos dos que hoje figuram na lista de papas não foram inspirados pelo Espírito Santo, mas constituem uma associação criminosa, gerada com a venda de barretes e da própria Cadeira de São Pedro. “Todas essas formas de corrupção nos fecham em nós mesmos, embora muitas vezes se diz ser pelo bem do clero, é falsa essa desculpa. Na verdade, o que já se cegou pela corrupção, não sabe ver nenhum bem senão o próprio, e muitas vezes se engana” (Papa João II, Carta Encíclica Bone Servis et Fideli, 13).
Um dos fatos mais conhecidos e mais chocantes remonta ao Conclave de Clemente I e ao que passou para a história com a chamada Grande Divisão dos Dois Dias. Este pontífice sucedeu Bento III, o próprio Odilo, que aproveitou este pontificado para avançar ainda mais na venda de cargos, enriquecendo ainda mais de forma rápida e aparentemente inexplicável. O referido cardeal apostou em Dom Raul Cardeal Gabriel, eleito com o nome de Clemente I, acreditando que o mesmo seria um fantoche em suas mãos. Resoluto a finalizar o ciclo de corrupção, este venerável pontífice, assim que ascendeu ao Trono de Pedro, freou o ciclo de venda de cargos feito por Odilo, o que o desagradou, fazendo com que este, por diversas vezes, afrontasse o Santo Padre publicamente. A situação se tornou ainda mais insuportável para o purpurado quando ele descobriu que seria retirado do decanato do Colégio de Cardeais, o que o fez tomar medidas extremas.
Maquinando contra Clemente, Scherer, insatisfeito com os rumos do pontificado e não conseguindo mais exercer seus atos corruptivos, forçou o Sucessor de São Pedro a falsificar a própria morte. As informações de que sua falsa morte havia sido forjada e incitada pelo Cardeal Scherer foram amplamente vazadas e divulgadas. Bem como tal, durante o período de Sé Vacante, a já saturada Sé Apostólica desacatou as últimas ordens do recém-falecido Papa Clemente I, o que só piorou a situação da Igreja.
Auxiliado por cardeais que descobriram o plano de deposição do pontífice, Clemente retornou um dia antes do Conclave, revelando a verdadeira situação. Ele obteve apoio de significativa parte do clero iniciando assim a chamada Grande Divisão dos Dois Dias, reunificando depois a Igreja com sua renúncia pontifícia, abrindo espaço para o pontificado de Pio VI. Este pontífice, até então desconhecedor dos artifícios de Odilo, proclamou, a pedido do mesmo, a antipapia de Clemente, ocultando esta triste verdade que descobrimos após exaustivas pesquisas, realizadas inclusive, com cardeais que trabalhavam diretamente com a Sé de Pedro neste período.
Tal atitude só evidenciou o esquema de lavagem de dinheiro que aconteceu durante o pontificado de Bento III. De acordo com testemunhas da época, arquivadas na Sé Apostólica, cooperavam na lavagem de dinheiro os então cardeais Giovanni Coppa, Sthevan Fitzwan, Olavo Arns e Edésio Silva, tendo sido grande parte deles devidamente punidos em nosso pontificado.
Além de sujar as mãos com o dinheiro, este nosso irmão agiu ainda de forma corrupta maquinando o clero e o próprio papado de acordo com seus interesses. “É corrupção quando se pede cargos por meio de atos de calúnia, difamação, e reclamação dos irmãos. É corrupção quando busco amizades que possam me ajudar a crescer no clero. É corrupção quando vivo uma vida carreirista, deixando de viver aquela verdade que deveria viver. É corrupção ainda, quando devasso, isto é, numa falsa liberdade, difamo ou exponho Santo Padre, o Colégio dos Bispos e a Igreja” (Papa João II, Carta Encíclica Bone Servis et Fideli, 13).
Na conclusão deste nosso inquérito, o que se nota é que o cardeal Odilo Scherer, por meio de seus atos e maquinações contribuiu para a depredação da Santa Igreja de Deus por meio de suas faltas. “Aos poucos, o costume por esses pecados se fixam no cotidiano, tornando-se um câncer terminal, onde Deus passa a ser esquecido, tomando sua posição o dia-a-dia pecaminoso” (Paulo IV, Carta Encíclica Fraternae Comunionis, 15).
“O exemplo dado pelos bispos guia o rebanho a eles confiado e faz prosperar o trabalho na circuncisão eclesiástica. Pois, desta forma, todos se unem em um só coração, constituindo assim o corpo visível da Igreja, cujos membros são o povo e seus pastores, encabeçados pelo Cristo Jesus, aquele que nos guia” (Urbano III, Carta Encíclica Pastores Populum). Desta forma, notamos que quando aquele que deveria ser pastor torna-se exemplo e sinal de desprezo para com as coisas e as pessoas santas, o epíscopo erra gravemente, como vimos com este nosso irmão. Seu mal exemplo atenta ainda ao povo de Deus, que pode cair no erro da subversão à Santa Madre Igreja e ao Santo Padre, pois seguem um pastor que não vem para dar a vida pelas suas ovelhas, mas para leva-las ao abismo do pecado, suscitando o envio de suas almas para o fogo eterno.
As atitudes deste nosso referido irmão tem sido motivo para escândalo para o clero e os fiéis há muitos anos. Mesmo realizando tudo sob aparente discrição, ao menos parte de seus atos são atualmente de conhecimento público. Prova disso aconteceu já após a conclusão de nosso inquérito, durante a Assembleia do Laicato, ocorrida sob meu pontificado na semana última. No segundo dia de sessões, durante um momento de reunião, diversos dos membros, clérigos e leigos, clamaram por punições a Dom Pedro Cardeal Scherer de forma espontânea sob os gritos de “Fora Odilo”, o que, para nós, foi uma clara manifestação do Espírito Santo durante a redação deste nosso documento.
Estes o fizeram, pois certamente estão escandalizados com tantos anos de impunidade e ingerência deste nosso irmão, ao mesmo tempo em que clama ao nosso coração de pastor por uma solução para esta situação. "Se alguém escandalizar um destes pequenos que creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço uma pedra de um moinho e o lançassem no fundo do mar" (Mt 18, 6).
Desta forma, diante de tudo o que expusemos acima e daquilo que, por segredo pontifício, não podemos nós expor, DECIDIMOS, nós e o Espírito Santo, DECRETAR, DEFINIR e PROCLAMAR a EXONERAÇÃO Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer do Colégio de Cardeais e do ministério episcopal, deixando vacante a Sé de Immaculatae Conceptionis (CDC , Cap. XVIII, Cân. 5 – 6; 9). Com esta definição, o mencionado clérigo retorna ao estado presbiteral na condição de sacerdote emérito, devendo continuar a residir em Roma. A partir da publicação deste decreto, seja ele tratado na dignidade de sacerdote, utilizando as vestes que lhe são cabíveis. Sejam retiradas as insígnias e características do cardinalato e do episcopado. DETERMINAMOS ainda que este nosso irmão viva em estado de permanente oração e penitência para reparar seus erros, ao mesmo tempo em que o PROIBIMOS expressamente, de exercer qualquer ato de governo ou influência sobre estes, quer na cidade de Roma, quer em outras circuncisões eclesiásticas (CDC , Cap. XIII, Cân. 6 – 8; 13).
Tomamos esta decisão sobre o mencionado clérigo, pois “concluímos que errou gravemente, sobrepondo seus desejos, vontades e ideias, acima da verdade da Igreja, assim conduziu a Igreja a caminhos tortuosos e difíceis, levando-a igualmente a uma crise de identidade e empenho” (Bento III, Declaração Conciliar - Antipapabilis Trangressus Ecclesiam, 1). Ao mesmo tempo, tendo em vista grande perigo para a fé, exortamos a todos para que “toda ação em comum tomada seja por papas ou o próprio clero, só tenha suas bases nestes elementos sacratíssimos, nunca em ideais políticos e contrários a Fé, disseminados no mundo pelos inimigos da Igreja” (Bento III, Declaração Conciliar - Antipapabilis Trangressus Ecclesiam, 2).
Recomendamos ainda a este nosso irmão, para que, nesta nova etapa de sua vida, aproxime-se mais do Senhor, morto e ressuscitado. A corrupção de Adão fez com que o sangue do Senhor se derramasse na cruz para nos salvar. Em sua encarnação, “Cristo se faz pequeno para se entregar a nós e nos convida a deixarmos a vida do mundo e os desejos da carne para trás. Isso nos confirma e nos conforta de que seu amor é imensurável e sua misericórdia não tem fim” (Bento III, Constituição Apostólica Conciliar - Rectus Reconciliationis Perditaque, 1).
PROCLAMO e ORDENO estas Letras Apostólicas. Sejam elas registradas na Acta Apostolica Sedis e largamente publicadas, para conhecimento do Povo de Deus.
Ao proclamar estas nossas Letras Apostólicas, invocamos a proteção de São Miguel Arcanjo, a quem confiamos o cuidado de nossa Igreja. Ao Príncipe da Milícia Celeste, imploramos prostrados que envie todas as potestades para lançar Satanás e sua corja para as profundezas do Inferno. Com sua espada, proclame a majestade de Deus e da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.
Da mesma forma, colocamos nossa comunidade de fé sob o manto materno da Virgem Maria. À Ela, o terror dos demônios, o Papa Lucas II consagrou a Igreja no dia de sua coroação pontifícia, elegendo-a como “especial defensora de nossa fé e de nossa Igreja” (Lucas II, Discurso de Coroação Pontifícia). Assim como este pontífice, também nós hoje a elegemos como especial advogada e protetora. Rogamos que Ela nos livre do mal, do erro, da corrupção e das tramoias. A Onipotência Suplicante nos guie pela mão neste caminho, para que caminhemos na estrada de Jesus, e sob a luz da sua ressurreição. O Senhor, rei e vencedor da morte, aplaina nossos caminhos e nos fazer ver, com os olhos da fé, o triunfo de Deus e a derrocada de Satanás, vencido pelo sangue do mesmo Senhor e esmagado sob os múleos de São Pedro.
Revogando todas as disposições ao contrário, este documento passa a valer desde o momento de sua publicação.
Datum Romae, XXIV mensis aprilis MMXX. Primus sub coronam nostra.
+ PAULUS Pp. IV
Pontifex Maximus

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