Pesquisar este blog

Este site não pertence a Igreja Católica da realidade. Somos uma representação dela em um jogo virtual conhecido como Habbo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Decreto de Exoneração

 

I O A N N E S  P A V L V S  E P I S C O P V S 
SERVVS SERVORVM DEI

A todos que leem este DECRETO, paz e bênção por parte de nosso Senhor.

“Sei as tuas obras, que não és frio, nem quente: oxalá que tu foras ou frio, ou quente. Mas porque tu és morno, e nem és frio, nem quente, começar-te-ei a vomitar da minha boca. Porque dizes: Rico sou pois, e estou enriquecido, e de nada tenho falta: e não conheces tu que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu. Eu te aconselho a que me compres ouro retemperado no fogo para te fazeres rico, e te vestires de roupas brancas, e não se descubra a vergonha da tua desnudez e unge os teus olhos com colírio para que vejas. ” (Apc. 3, 15-18). Em via de guardar nosso redil, fazemos por redigir estas letras neste sentido: por sua tibieza, te extirparei de meu convívio, pois te fizeste tolo provando de ser sábio, recôndito provando de ser contemplativo, imagem humana ao invés de imagem de Cristo. Pelo coração ardiloso (Cf. Jer. 17, 5-13), nossos irmãos se guiaram e agora recebem, distributivamente, aquilo devido. Diante dos últimos acontecimentos, declarações, fatos apresentados e já recorrência aos escândalos, analisou-se, no último consistório do dia nove de setembro, a situação de nossos caros irmãos D. Tomás Skol Sharpen Abels Von Klapperschlange, D. Caio Medeiros, D. Erlei Maria Forgione e D. Pedro Costa. Os ditos até então príncipes da Igreja têm sido, recorrentemente, levados à juízo nosso, bem como têm sido observados por suas condutas em nosso meio. O labor cardinalício executado por estes senhores provou-se tépido à medida do tempo cronológico decorrido de suas criações e reabilitações. Infelizmente, nossos irmãos guiaram-se pela perfídia e desamor, não recorrendo às palavras do Evangelho, que dizem: "Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconci­liar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta." (S. Mateus 5, 23-24). Diz Santo Agatão que “ o homem irascível, ainda que ressuscite um morte, não é agradável a Deus” in (Santo Agatão, XIX, p. 40 in Apoftegmas: a sabedoria dos antigos monges, Rio de Janeiro, 1979) Há situações que, se não fixadas rapidamente, podem se tornar irremediáveis e desmoronar. Assim como a vida interior deve ser prezada e guardada, preze-se, também, pelo zelo aos irmãos, pois se somos eleitos de Deus, devemos cumpri-lo (Cf. Col. 3, 12-14). É pela língua enganosa que nossos irmãos sofreram derradeiramente (Cf. Sl. 119, 1-4), pois ela proclamou o furor (Prov. 15, 1) que se cresceu e reavivou-se mais em outros corações. Não havendo mais espaço em nosso meio para que se o tolere, dá-se isto, pois já se fora admoestado, mas não houve transformação.

Nesse sentido, falharam nossos irmãos, também em guardar em seu âmago a palavra do Senhor que reclama à submissão, amor e guarda de si ante às provações. É necessário conservar o coração com a palavra para que não se ofenda a Deus (Cf. Sl. 118, 11). Também diz Santo Epifânio, bispo de Chipre, que “sustentáculo poderoso para não se cometer pecado é a leitura das Escrituras. ” (Santo Epifânio, IX, p. 87 in Apoftegmas: a sabedoria dos antigos monges, Rio de Janeiro, 1979). Ainda suscita ele que “os pecados dos justos são cometidos pelos lábios, ao passo que os dos ímpios procedem do corpo inteiro. Por isso cantava Davi: - Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca, um envoltório em meus lábios. E: - Eu disse: Vigiarei os meus caminhos, para que não peque pela língua. ” (Ibidem, XII)) O silêncio é virtuoso, pois não se o deve trocar por aquilo que é torpe. A torpeza, em seu sentido primeiro, quer revelar o sentido de algo que é podre e fraco como o tronco de árvores podres, donde se colocam os dedos e se os afunda. Dessa forma, as palavras torpes, analogamente, são aquelas que já se proclamaram fenecidas, sem que o Espírito, que deve guiar-nos, comande a ação. Contrariando o poeta, as palavras de fé não vivem num só momento. Ao contrário, as palavras devem vivificar e crescer no coração, assim como diz a parábola do Semeador (Cf. São Mateus 13, 1-9). Quando não se detém uma palavra que se traga o bom convívio e expresse o amor de Deus, o silêncio fielmente preenche o espaço ali observado. É, realmente, uma dádiva ao favor do homem.

O Amor à Verdade de Deus constrange o homem de tal modo que ele se cala, ao entender que é parte da Igreja e, assim, Deus é com ele e por isso deve o respeito àquilo que é dom de Deus, a própria vida. É importante rememorar, também, que a verdade não claudica e que não há nada oculto que não será descoberto. As condutas levadas à cabo por nossos irmãos têm-se perpetrado há muito e ainda que tenham sido cobertos, foram desvelados e levados à juízo nosso para que recobrem a prudência, uma das virtudes necessárias para dirimir e discernir o bem (CIC, n. 1804). Nesse ínterim, nossos irmãos até então cardeais se colocaram em uma linha de inevitável de falhas, apelando contra, até, a justiça geral que se coloca como soma das partes daquilo que se chama virtude. “Partes da virtude são a justiça, valor, temperança, magnificência, magnanimidade, liberalidade, afabilidade, prudência e sabedoria. ” (Ars Rethorica I, 9, 1366, Oxonii, 1959). Temerariamente se portaram e deixaram com que suas ações se deixassem levar ao extremo, nisto resultando.

Aferindo acerca da justiça, pensa-se na distribuição segundo o grau da conduta e dos próprios, ou seja, não se pensa numa igualdade simples. Deve-se sempre levar em conta a competência em função de relação de pessoas e funções. É seguindo o preceito de que “a quem muito se deu, muito se exigirá” (Cf. São Lucas 12, 48) que, desta forma, analisada a proporção, ouvidos os cooperadores cardeais e tendo sido levado à nosso juízo, bem como dos cardeais, DECRETAMOS EXONERAÇÃO dos senhores D. Tomás Skol Sharpen Abels Von Klapperschlange, D. Caio Medeiros, D. Erlei Maria Forgione e D. Pedro Costa. Nós o fazemos a fim de que estes nossos irmãos possam exercer, ou tentar, seu ministério de forma mais diligente no campo devido, sem desmesuras ou apontamentos. É necessário que tomem, a partir deste momento, consciência de seus atos e sigam, submissa e diligentemente, às ordens e a Igreja. Abade Isaías diz que “se Deus quer usar de misericórdia com uma alma, e ela se revolta, não suportando, mas, ao contrário, fazendo a sua própria vontade, Deus permite que ela sofra o que ela não quer, para que, desta forma O procure” (Abade Isaías, V, p. 104 in Apoftegmas: a sabedoria dos antigos monges, 1979). De igual forma, diz a Escritura que “eu aos que amo, repreendo e castigo. Arma-te, pois, de zelo e faze penitência." (Apc. 3, 19).

Desse modo, a partir de agora os até então cardeais, agora bispos da Santa Igreja, estão sob responsabilidade e submissão à Congregação para os Bispos. Devem, pois, os excelentíssimos bispos procurarem a Congregação para os Bispos para provimento de nomeação. No mais, agradeçemos os serviços prestados e até então a diligência no trabalho no Sacro Colégio Cardinalício. Possa o Senhor, nosso Deus, voltar-se com piedade e graça por meio do Espírito Paráclito.

Sem mais, rogamos a Deus que possa voltar-se com piedade e graça do Paráclito, para que se possa desempenhar um bom labor em honra ao ministério sagrado a vós confiado. Voltamos nossa súplica a Maria, Virgem Santíssima, que roga por nós, a fim de que possa guiar vossos pensamentos e ações neste novo tempo. Assim, conseguiremos manter nossa comunhão, respeito e obediência devida.

"Saibas como deves portar-te na Casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo e inabalável sustentáculo da verdade..."

Inerrância da Igreja: Ela é a coluna e o inabalável sustentáculo da verdade...

(I Tim 3, 15) 

  PUBLIQUE-SE, CUMPRA-SE, ARQUIVE-SE. 

Dado em passado em Roma, aos onze dias do mês de setembro do Ano do Senhor de dois mil e vinte, primeiro ano de nosso pontificado.

+ IOANNES PAVLVS, Pp. VII
Pontifex Maximus

Eu o subscrevi,
+ Giuseppe M. Betori,
Decano da Rota Romana

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Registro de Ordenado - Arquidiocese de Aparecida

  DOM JOÃO CARDEAL FRAZEN POR MERCÊ DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA CARDEAL-PRESBÍTERO DE SANTO AGOSTINHO PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA A ED...